sábado, 29 de setembro de 2018

Lista de leitura 30/9

1 - xenofonte- a constituição dos lacedonios
2-  Cícero - da coisa pública
3-  organon - Aristóteles

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

4 em 4

O bom de época de eleição é que dá pra ver o quanto a educação falhou aqui em terras BR`s.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Lista de jogos a jogar, feita em Setembro de 2017

1: Final Fantasy VI , Brave New World mod, ver: 1.9

2: Shantae Risk Revange

3: Children of Light

4: Lunar: Silver Star Story

5: Mario 3d World

Crônica 1

Frases aleatórias de conversas que eu
não deveria estar escutando : "Meu tio VENDIA Proerd"

sábado, 18 de agosto de 2018

Mulher Maravilha, Terra UM

Eu nunca tinha lido um quadrinho da Mulher Maravilha. A conheci no desenho da Liga da Justiça (de 2001, criados pelos fantásticos Paul Dini e Bruce Tim) e adorei o que vi ali. Ela naquela encarnação estava entre os titans de poder, e eu era apaixonado pela atitude e pela voz da personagem. O episodio piloto da animação a trata como se o público já a conhecesse. Eu, é claro, já tinha visto imagens e referencias a ela, mas, naquela animação eu conheci uma heroína fantástica. Engraçado que mesmo assim, eu nunca tinha buscado ler quadrinhos dela.
A voz desta versão da Mulher Maravilha foi feita por Pricila Amorim.
Então, foi uma grande sorte começar logo por Mulher Maravilha Terra UM de Grant Morrison, Yanick Paquete e Nathan FairBairn. Mas, antes de falar sobre o quadrinho, vou tagarelar um pouco sobre o Criador da Mulher Maravilha William Moulton Marston e sobre a serie Terra UM.

Willian era um psicólogo e inventor. Ele e sua esposa  Elizabeth Holloway Marston foram os responsáveis pela invenção do poligrafo. Ele foi convidado para trabalhar em quadrinhos e por sugestão de Elizabeth, criou sua primeira personagem mulher. A aparência da Mulher Maravilha foi baseada em  Olive Byrne. Olive era mulher de Elizabeth e de Willian. Sim, o termo provavelmente não existia a época mas, eles tinham um casamento polyamoroso. E eram praticantes do bondage. E sim, tudo isso tem a ver com a Mulher maravilha.

A serie terra UM da DC reconta a origem de super-heróis e tenta angariar novos leitores ao não se ligar a continuidades muito grandes e a mirar no público de livrarias.   

O quadrinho começa contando a história da criação de Temiscira ao narrar o embate entre Hércules e Hipólita. Hércules aqui mostrado como um monstro tinha acabado de prender todas as amazonas em jaulas e se divertia humilhando a Rainha Hipólita enquanto esperava seu exercito de estupradores chegar (palavras dele não minhas). Sem entrar em como Hipólita leva a melhor, sim tem a ver com correntes e uma certa Deusa, depois de de matar seu inimigo ela tem como novo proposito fundar um novo lar.      
"Os gregos nunca sentiram a fúria das Mulheres" - Hipólita
Três mil anos depois somos apresentados a ilha Paraiso. Um lugar fantástico com uma tecnologia muito mais avançada que tudo que existe na Terra e que permite a suas habitantes serem jovens, felizes e imortais. Longe da violência que conheceram no mundo dos homens e protegidas por uma barreira que impede que qualquer um chegue a ilha. Mesmo que algum homem consiga chegar vivo a ilha, as leis dizem que ele deve ser morto.

     
Repare no Leão de Ouro. Devidamente acorrentado.
Aqui também entra na história Diana, moldada do barro para ser a mais poderosa amazona mais forte, veloz e inteligente do que todas as outras. 
 
Meu desenho preferido do quadrinho.

       Apesar de sua superioridade, Diana a primeira vista é completamente submissa as leis da Ilha e aos desejos de sua mãe. Ela tem uma grande curiosidade sobre o mundo externo e é apresentada como jovial e brincalhona. Um dia Diana descobre nas praias da ilha restos de um avião e encontra um piloto a beira da morte: Steve Trevor. Movida pela compaixão ela tenta salva-lo com a tecnologia médica das ilhas, mas, a mesma não funciona em homens. Diana então quebra várias das leis da ilha para conseguir levar Steve de volta aos Estados Unidos onde a vida dele poderá ser salva.   
Steve chegando na Praia mais pra lá do que pra cá.
Os eventos que eu descrevi acontecem bem no começo da história e são uma prévia da aventura. Eu sou fã do escritor e nessa história ele não me decepciona. Existe um subtexto sobre dominação, mas, com várias perguntas bem provocativas aos mais pudicos: Será que todas a dominação é ruim? Toda submissão é ruim? Todos os laços entre as pessoas, tem que ser correntes? É realmente ruim estar amarrado a autoridade? E além destas provocações é muito bom ver o choque de cultura entre a Mulher Maravilha e o Mundo fora da Ilha Paraíso. E aqui o escritor ainda faz uma coisa muito boa: Mudou a etnia do Steve Trevor ( que em outra incarnações era desenhado como sendo um loiro caucasiano) mas, fez isso para que a mudança servisse a história mais a frente.
Nem consegui encaixar no texto mas, achei essa imagem bonita demais pra não publicar. 






Eu não conhecia o desenhista, que faz um trabalho soberbo na sua representação da mulher maravilha e das amazonas. É legal notar o contraste que ele dá entre elas e os humanos comuns. O único desenho que eu não gosto é o da capa, não é feio, mas, tem algo na proporção que me incomoda. E a arte é que é responsável por entregar grande parte do subtexto ao dividir os quadrinhos com correntes ou laços.
Laços.

Correntes




Arte da capa.
O colorista é outro que faz um ótimo trabalho. As cores de Temiscera e do resto da terra são um pouquinho diferentes. A da Ilha Paraíso são mais vivas e as dos Estados Unidos mais pasteis.

Cores mais pastéis. E também os primeiros soldados espertos da ficção: Pra que atirar numa mulher que ta levantando um Jipe?
Terminando, eu recomendo e muito a Mulher Maravilha Terra UM. Diana é uma heroína fantástica alegre, inteligente e bela que abandona literalmente um paraíso e acaba por tentar concertar um mundo quebrado. Ela o faz por altruísmo, bondade e generosidade. Prefere usar a diplomacia, mas, quando necessário usa a força ela não titubeia. Mesmo quando usa a força, tem compaixão pelos seus “inimigos” entendendo que muitos nessa história simplesmente foram dominados  pelo medo. É meu arquétipo preferido de heroína.

Tenho uma natureza boa, meu passado foi literalmente no paraíso, e ando por ai fazendo o bem porque é certo.   

       Eu disse que ia terminar, mas, duas curiosidades finais: Este quadrinho de que falei até aqui bebe muito dos quadrinhos originais da Mulher Maravilha mas, mudou completamente a aparência dela. A aparência da mulher Maravilha foi baseada em Olive, que inclusive usava sempre braceletes. A família dos três teve vários filhos e quando Willian morreu em 1947, Olive e Elisabeth continuaram casadas até 1985 quando Olive faleceu. Elizabeth viveu até os 100 anos. Olive, a inspiração visual (e eu chutaria de  parte do caráter) da Mulher Maravilha morreu aos 81 anos.    



Aparência antiga da Mulher Maravilha.




quinta-feira, 26 de julho de 2018

Double Dragon NEON




Que tal um pouco de cultura (inu?) útil? Double Dragon Neon é um jogo do gênero Beat`n`up. Esse gênero de jogo apresenta o jogador a uma legião de inimigos que enxameiam a tela na tentativa de matar o jogador. Para equilibrar o jogo, geralmente o jogador é muito poderoso, sendo mais rápido e causando mais dano que os inimigos, além de ter acesso a um catalogo de sopapos muito maior que os pobres capangas que tentam pará-lo. Os bons jogos desse estilo geralmente contam com um modo cooperativo. Os jogos se passam (quase sempre) em cidades que foram dominadas por gangs e o jogador tem que sair batendo em todo mundo e andando pela cidade em fases que geralmente são curtas e tem um chefão ao final. Nos anos 90 eles eram febre (coqueluche pra quem viveu a época) e estavam no catalogo de vários estúdios.    
Eu me lembro que a primeira vez que joguei um Beat`n`Up na vida foi um Double Dragon. Eu devia ter uns 10 anos e estava jogando na casa de um primo. O videogame era um clone de nintendinho que só tinha um controle e os pivetes revezavam o controle no jogo. Só se tinha uma vida e não tinha maneiras de continuar. Eu pensei por muito tempo que o jogo era ótimo. Um dia desses qualquer descobri que o jogo se chamava Double Dragon 3 e o joguei num emulador. É um jogo horrível.
Double Dragon 3.Era ruim pacas. Mas, na imagem é charmoso.

            Então foi uma surpresa enorme quando há alguns dias descobri que existia uma versão nova de Double-Dragon. Apesar da experiência negativa anterior com a série eu fui atraído pelo estilo visual do jogo. É tudo HIPER ANOS 80, as vezes parece que você está dentro daquela abertura dos Simpsons em que toca Push it to the Limit:abertura. (<<<
Foi uma senhora atualização na arte.
 
       O novo Double Dragon é uma excelência no gênero. Primeiro porque não se leva NADA a sério. Nas historia Marian é raptada pelos capangas de um Lich(esqueleto mágico) chamado Skullmagedon. Cabe a Billie Lee ( e seu irmão gêmeo Jimmy Lee) resgatar a moça. Assim que ele aparece para ir ao resgate diz “a não , de novo não” por que em todos os Double Dragon`s a pobre Marian é sequestrada. Os comentários abobalhados dos irmãos nunca chegam ao fim e dão um tom descontraído a aventura.
Apesar da aparência assustadora, o vilão tem uma voz e uma atitude tão abobalhada que faz qualquer um rir. 


      Mas, o tutano do jogo é a sua jogabilidade apurada. O jogador pode socar, chutar, agarrar, desviar e principalmente dar um HIGH-FIVE no seu irmão gêmeo. Os comandos são instantâneos e é possível terminar o jogo inteiro sem ser atingido uma única vez. Sendo assim, apesar do jogo ter um sistema de progressão onde é possível melhorar os atributos dos personagens, grande parte do progresso no jogo vem do jogador ficando melhor. É possível usar armas, mudar o estilo de combate de Billie (e Jimmy) e escolher golpes especiais. Os estilos são representados por fitas k-7 deixadas pelos inimigos derrotados e cada um tem uma musica tema vinda direto dos anos 80. A trilha sonora e os efeitos são de primeira linha, as falas dos capanga ao apanharem são hilárias.   
O esqueleto mágico não vai esquecer disso nem tão cedo.
O jogo é curto, tem apenas dez fases e pode ser terminado com facilidade em 1 hora e meia, duas horas. É uma escolha ótima para jogar um cooperativo rápido. Eu recomendo, nada mais legal que se juntar a um amigo e chutar bundas de capangas e ensinar uma lição a um certo esqueleto magico.

Ps: Está disponível no Steam e dá para comprar na promoção por até 10 reais.









domingo, 10 de junho de 2018

Retalho

Não é amargura, é liberdade. É o fim da covardia de se apegar a pessoas quebradas. É a coragem de deixar para trás aquele que te oprime.