quinta-feira, 26 de julho de 2018

Double Dragon NEON




Que tal um pouco de cultura (inu?) útil? Double Dragon Neon é um jogo do gênero Beat`n`up. Esse gênero de jogo apresenta o jogador a uma legião de inimigos que enxameiam a tela na tentativa de matar o jogador. Para equilibrar o jogo, geralmente o jogador é muito poderoso, sendo mais rápido e causando mais dano que os inimigos, além de ter acesso a um catalogo de sopapos muito maior que os pobres capangas que tentam pará-lo. Os bons jogos desse estilo geralmente contam com um modo cooperativo. Os jogos se passam (quase sempre) em cidades que foram dominadas por gangs e o jogador tem que sair batendo em todo mundo e andando pela cidade em fases que geralmente são curtas e tem um chefão ao final. Nos anos 90 eles eram febre (coqueluche pra quem viveu a época) e estavam no catalogo de vários estúdios.    
Eu me lembro que a primeira vez que joguei um Beat`n`Up na vida foi um Double Dragon. Eu devia ter uns 10 anos e estava jogando na casa de um primo. O videogame era um clone de nintendinho que só tinha um controle e os pivetes revezavam o controle no jogo. Só se tinha uma vida e não tinha maneiras de continuar. Eu pensei por muito tempo que o jogo era ótimo. Um dia desses qualquer descobri que o jogo se chamava Double Dragon 3 e o joguei num emulador. É um jogo horrível.
Double Dragon 3.Era ruim pacas. Mas, na imagem é charmoso.

            Então foi uma surpresa enorme quando há alguns dias descobri que existia uma versão nova de Double-Dragon. Apesar da experiência negativa anterior com a série eu fui atraído pelo estilo visual do jogo. É tudo HIPER ANOS 80, as vezes parece que você está dentro daquela abertura dos Simpsons em que toca Push it to the Limit:abertura. (<<<
Foi uma senhora atualização na arte.
 
       O novo Double Dragon é uma excelência no gênero. Primeiro porque não se leva NADA a sério. Nas historia Marian é raptada pelos capangas de um Lich(esqueleto mágico) chamado Skullmagedon. Cabe a Billie Lee ( e seu irmão gêmeo Jimmy Lee) resgatar a moça. Assim que ele aparece para ir ao resgate diz “a não , de novo não” por que em todos os Double Dragon`s a pobre Marian é sequestrada. Os comentários abobalhados dos irmãos nunca chegam ao fim e dão um tom descontraído a aventura.
Apesar da aparência assustadora, o vilão tem uma voz e uma atitude tão abobalhada que faz qualquer um rir. 


      Mas, o tutano do jogo é a sua jogabilidade apurada. O jogador pode socar, chutar, agarrar, desviar e principalmente dar um HIGH-FIVE no seu irmão gêmeo. Os comandos são instantâneos e é possível terminar o jogo inteiro sem ser atingido uma única vez. Sendo assim, apesar do jogo ter um sistema de progressão onde é possível melhorar os atributos dos personagens, grande parte do progresso no jogo vem do jogador ficando melhor. É possível usar armas, mudar o estilo de combate de Billie (e Jimmy) e escolher golpes especiais. Os estilos são representados por fitas k-7 deixadas pelos inimigos derrotados e cada um tem uma musica tema vinda direto dos anos 80. A trilha sonora e os efeitos são de primeira linha, as falas dos capanga ao apanharem são hilárias.   
O esqueleto mágico não vai esquecer disso nem tão cedo.
O jogo é curto, tem apenas dez fases e pode ser terminado com facilidade em 1 hora e meia, duas horas. É uma escolha ótima para jogar um cooperativo rápido. Eu recomendo, nada mais legal que se juntar a um amigo e chutar bundas de capangas e ensinar uma lição a um certo esqueleto magico.

Ps: Está disponível no Steam e dá para comprar na promoção por até 10 reais.









domingo, 10 de junho de 2018

Retalho

Não é amargura, é liberdade. É o fim da covardia de se apegar a pessoas quebradas. É a coragem de deixar para trás aquele que te oprime.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Os sentimentos inventados são um flerte com a insanidade. Uma gama de cores que somem no intervalo de um suspiro, e então o mundo antigo não existe mais. Sentir com intensidade não é sentir eternamente.
- A Longa Madrugada.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Contra- Intuitivo.

   Algumas vezes temos que explicar a alguém um fato ou circunstancia que parece obvio. Eu sempre que tenho que fazer isso me sinto irritado. Porém depois de pensar um pouco, decidi adotar uma estratégia diferente para convencer a pessoa e não apenas bater de frente com ela.
   Para convencer alguém é necessário entender porque a pessoa pensa daquela forma. Muitas vezes é a intuição que leva al engano. Um exemplo comum e que tem voltados nos dias atuais: Videogames causam violencia. Está é uma ideia errada ,mas, apoiada na intuição humana. Para pessoa que desconhecem a mídia parece pertinente que se condicionar a praticar violencia, virtual aqui no caso, torna as pessoas mais violentas. Para ilustrar melhor o que estou dizendo vamos fazer um exercício de imaginação. Imagine que você se vê subitamente em um futuro onde  qualquer pessoa seja capaz de comprar e usar um boneco que é muito similar a um humano, tem carne, sangue, e osso super realistas. E entre os infinitos usos para isso, algumas pessoas o usam para treinar artes marciais ou simplemente bater nele. Ainda é uma pessoa usando um objeto e fingindo algo, não é uma violencia de humanos contra humanos. Mas, diante dessa nova realidade você provavelmente vai se assustar ou sentir repulsa. Esse é o lugar onde as pessoas que não entendem a mídia do videogame se encontram.   
   Nenhum estudo de caráter longitudinal(ou seja que acompanha as pessoa no decorrer de meses ou mesmo anos) mostrou que videogames deixam as pessoas mais violentas ou mais sexistas. O que deixa completamente sem bases as ideias que colocam os videogames com sendo hiper-influentes nas formação das pessoas. Mas, está conclusões são contra-intuivas e por isso enfrentaram um resistencia maior. Tendo isso em mente, sinto que é melhor adotar estrategias que não busquem o conflito direto com as pessoas que dizem estas coisas e sim tentar apresentar a ela aos poucos os fatos que que provam a sua intuição como falha.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Espaço Negativo

 -Sabe, minha mãe conversa com plantas. Como se fossem bebezinhos, incentivando e elogiando para elas crescerem fortes e belas. Ela também conversa com gatos. Como se fossem adolescentes rebeldes, como todos os gatos meio que são, obrigando eles a obedecerem com um misto de amor e ameaça. Um dia que não esqueço foi uma vez que vi meu irmão com o capô do carro aberto e dizendo como um sussurro pra si mesmo"Papai vai comprar um óleo para você". Eu já fui assim, já inclusive dei nomes a bicicletas e videogames mas, deixei isso de lado por que tinha dificuldade de me desfazer de coisas que não funcionam mais. É engraçado (e meio triste, eu acho) o espaço negativo de algo que já foi uma parte sua.

domingo, 1 de abril de 2018

Ética



   Quando se escreve sobre algo, e em certa medida quando se expressa uma opinião sobre algo é bom tomar cuidado para não assumir posturas que podem enganar o leitor/receptor. A hipocrisia é talvez o único pecado que todos os sistemas de ética  condenam. A opinião que se expressar tem que estar subordinada aos mesmos conceitos e regras que ela tenta aplicar as outras coisas.
   Por vezes, nós incorremos incongruencias do pensamento que não são necessariamente hipocrisia por que não são intencionais. Mas, é bom estar atento a isso também.
   Pensando nisso, deixo aqui alguns guias sobre as coisas que eu escrevo para que fique claro como eu penso:

1: Sempre deixar claro ao escrever/falar sobre algo se eu recebi aquele jogo de presente ou se conheço alguém que esteve envolvido na produção.
2: Dizer sempre que eu reconheça, que o meu julgamento/analise de algo  pode não  estar sendo objetivo.

sábado, 31 de março de 2018

Hum...

A figura maltrapilha e esfarrapada emparelha comigo na corrida e diz:
- Calma cara! Você tem que correr por prazer, não se esforça demais.
Dos meus pulmões falhos e cansados eu digo.
-Obrigado pelo incentivo mendigo aleatório.
Aumentando o passo ele respondeu:
-De nada bro, adoro ajudar a quem parece mais miserável do que eu.