terça-feira, 19 de outubro de 2021

Hauting Ground

 

Haunting Ground

Estar indefeso na presença de um medo é apodrecer em vida. Uma doença que se embebe nos pulmões e laringe acima, se infiltra atrás dos olhos. Tortura distorcendo o mundo em um lugar em que todas as escolhas são erradas.

 

Bem-vindos aos canal 3, meu Nome é Cantalupo e o Jogo desta noite é um survival horror de 2005: Haunting Ground!

HG nasceu da mente de Noburo Sugimura como um protótipo para Resident Evil 4. Este senhor escreveu Resident Evil 2, que é o melhor na minha opinião. Mas, o cenário foi rejeitado e o jogo e acabou se tornando um sucessor espiritual de Clock Tower. O jogo conta a história de Fiona Belli, uma moça que depois de um acidente se vê presa em um castelo e perseguida por pessoas bizarras. Ela tem que escapar usando a ajuda de um cachorro chamado Hewie.

O jogo foi bem recebido por críticos e público. Alguns críticos elogiaram a sensualidade da protagonista e como isso ajuda a contar a história do jogo. Como os tempos mudaram? Haunting Ground não vendeu bem, talvez, porque tenha sido lançado no mesmo ano de residente Evil 4.

A seguir um índice para quem quiser pular para partes especificas do programa.

Índice:

 

Gráficos & Animações

Os cenários são muito bem detalhados, e mudam bastante durante a jornada. Em alguns lugares com a ajuda da câmera e da iluminação o jogo passa uma impressão de surrealismo e de isolamento. (sala da Armadilha, antes da luta com Debilitas) Como todos os cenários são bem detalhados e distintos é bem fácil navegar pelo jogo inteiro sem usar o mapa. Ainda bem porque o mapa é pequeno e difícil de usar.

 Fiona, Hue e os seus perseguidores têm ótimas animações e todas usam a técnica de captura de movimentos. (olha que maravilha um cachorro com roupa de bolinha =)

Essa animações complementam a jogabilidade, dá para ver o quanto Fiona e Hue estão cansados pela maneira como eles se movem.

Quando se causa danos nos perseguidores esse dano se manifesta nele e isso é muito legal, ter um retorno visual do que você está fazendo no jogo.

O castelo é baseado em arte renascentista e tem alguns padrões parecidos com os do castelo em RE 4.

Uma coisa impressionante é que o jogo não tem pausas para load. Da para correr pelo castelo inteiro sem nunca ver uma tela de carregamento.

Um coisa que chama a atenção no jogo é a famosa física de peitos. É perceptível nos movimentos de Fiona. Não é nada a lá Mai Shiranui, mas, é bem chamativo. Guarda isso na cabeça, na conclusão vou falar mais sobre.

Música e Desenho de som

O som complementa de várias formas a jogabilidade. A primeira é que a música de fundo vai ficando cada vez mais baixa quando um perseguidor está perto então é possível evitar o confronto. As vozes durante fazem um bom trabalho. Pelo som é possível saber se Hue está pronto para atacar e se um perseguidor o está atacando.

O som faz uma trabalho excepcional quando mostra as morte de Fiona. (Daniella kills) A perseguidora claramente teve um orgasmo ao matar a pobre Fiona.

A dublagem nas cenas de história quase sempre é boa, mas, em alguns momentos é sofrível. Eu acho que é por causa do roteiro. (exemplos)

Em geral as músicas não me impressionaram muito.  Não posso dizer que são ruins só não são minha praia. A exceção a essa regra é a música de Daniella. Quando ela me perseguia pelo castelo eu tinha a sensação de um robô psicótico, um homúnculo defeituoso estava atrás de mim. O jeito que ela se mexe, dando travadas entre os movimentos me lembra o stop-motion de o Exterminador do Futuro. Me lembrou isso aqui: (cena de kily reese falando he don`t sleep terminator 1). Fique com 30 segundos dela!  

Jogabilidade e Desenho de Jogo

Você controla dois personagens ao mesmo tempo. Existem dois modos: Exploração e Ameaça.

Quando se está explorando Fiona pode correr, caminhar, examinar o cenários, interagir com alavancas (examinando ou chutando), portas trancadas e com Hue. Com a outra alavanca do controle se controla Hue e se pode dar 4 ordens a ele: Mandar procurar itens ou interagir com partes do cenário, chamá-lo, mandá-lo sentar, fazer um elogio e um carinho ou brigar com ele. E dá até para pedir a pata. E por falar nos quebra cabeças vários deles são bem legais, a maioria é daquele em que você tem que prestar atenção a algum elemento do cenário para ter a resposta.

Já quando algum inimigo está perto, Fiona não pode interagir com vários objetos. Nada de resolver quebra cabeças enquanto se corre é preciso despistar os inimigos antes de poder voltar a interagir. E Hue ganha 3 novos comandos: Atacar assim ele morde e segura o inimigo dando tempo para Fiona fugir, Soltar o inimigo e parar. Quando se manda ele parar começa ranger e o próximo ataque será um ataque crítico.

Além disso o jogo tem alguns sistemas ocultos bem legais. O Primeiro tem a ver com Hue: Dependendo de como se trata ele, a resposta ao comandos pode se diferente e ele pode até acabar atacando Fiona.

Outra coisa interessante é como funcionam os recursos do jogador. Primeiro a estamina de Fiona e Hue. Quanto mais eles agem, mais lentos e cansados ficam. Fiona tem um medidor de pânico que sobe quando ela apanha dos inimigos. Quando isso acontece fica cada vez mais difícil de controlá-la até que ela entra em pânico de vez e sai correndo desesperada, se o inimigo acertar um golpe nesse momento é game over. O jogo não mostra isso com uma barra e sim com distorções na visão tela.

Outro sistema interessante é como os perseguidores se comportam, eles ficam andando pelo castelo e podem ser enganados e evitados, mas, existem lugares em que eles sempre aparecem e a cada meia hora eles sempre aparecem. E eles são capazes de lembrar dos lugares que se usa para se esconder o que faz com que casa esconderijo só funcione uma vez. Isso faz com que seja preciso conhecer os ambientes e planejar suas viagens por eles.

E é claro em vários momentos do jogo é necessário enfrentar seus inimigos. Fiona pode colaborar chutando, mas, só de chegar perto dos inimigos começa a entrar em pânico e ainda pode levar uns sopapos ou pior: (cena dela morrendo empalada por Daniella).  Então é preciso causar a maioria do dano com Hue. Claro os inimigos podem reagir e atacar o cachorro também e se ele morrer é game over. (enter John Wick) Depois de um tempinho jogando eu percebi que existe uma maneira bem fácil de derrotar a maioria dos inimigos: Basta mandar Hue parar. Quando o inimigo estiver perseguindo Fiona e der as costas ao cachorro é só mandar Hue atacar, vai ser um ataque crítico pelas costas em que o inimigo não pode revidar. E funciona com todos os inimigos do jogo. O modo como o combate funciona acaba deixando os encontro bem triviais. (Pelo menos no modo normal)

História

O pano de fundo da história de Haunting Ground é o conhecimento que foi ancestral da ciência moderna: A Alquimia. Prepare-se para Golens, pedras filosofais, transmutação e o famoso elixir da vida eterna.  A partir de agora vão chover REVELAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA. Esteja avisado!

O jogo começa uma animação bem bacanuda e explícita em que um gigante grotesco está cortando carne em um porão imundo. Ele se vira para uma jaula e abre o cadeado, mas, antes que possa encostar na mulher que está dormindo dentro da jaula um trovão o assusta e ele vai embora. A mulher enjaulada é Fiona, a heroína do jogo, e começa a sair do porão, mas, é derrubada por um cachorro que passa por ela. Antes de sair da sala grotesca ele encontra uma coleira de cachorro escrito: Hewie.

Agora é a hora de vagar pelo castelo vestida apenas com lençóis esvoaçantes. Nessa parte o jogo só deixa você andar, não é possível abrir o menu do jogo ou mesmo examinar objetos. Se você tentar Fiona lembra que prefere estar vestida.

Ao se chegar em um certo quarto como um retrato bem esquisito, uma mulher como roupa de empregada (aquelas de serviçais do século XIX) lhe dá roupas e parece se comunicar com a pintura. Fiona tem um flashback do acidente e cai no chão. Quando ele levanta a mulher (que se chama Daniella) sumiu.

Depois de passar por um corredor Fiona encontra com o Homem grotesco novamente: Debilitas. Nesse primeiro encontro basta correr de volta para o quarto e se esconder embaixo da cama.

Depois de passar por um pátio se chega a mais um momento esquisito do jogo: Quando Fiona se prepara para pegar uma chave na mesa, uma voz do segundo andar da casa diz que quer lhe mostrar uma coisa: Embaixo do lençol Fiona encontra uma escultura sua: Gravida!

Ao entrar na cozinha do castelo e encontrar o mapa, Fiona acaba encontrando Debilitas novamente que a persegue, mas, uma voz o comanda a recuar. Esse é Ricardo, o mesmo que agora a pouco mostrou a escultura de Fiona grávida. Ele conta que os pais dela morreram em um acidente e que ela agora é a herdeira do castelo. Fiona relembra o acidente e desmaia novamente.

Há e eu já ia me esquecendo: Em algumas salas do jogo há buracos em paredes em que é possível entrar e usar uma máquina de alquimia para criar itens. Nesse lugares também se encontra notas de um cara chamado Lorenzo incentivando Fiona a continuar e dando dicas.

Ela acorda novamente na suíte do castelo e escuta um granido. Preso em uma arvore no jardim está o melhor personagem do jogo: Hewie.

Depois de soltar o catioro , uma porta nova se abre pelo jardim. Aqui ao tentar escalar uma montanha de entulho para alcançar um item ela cai novamente.

Ao voltar para a suíte do castelo Debilitas está todo pimpão na cama e Fiona errrr cai novamente. Mas, Hewie aparece para salvar o dia! (hg4)

A partir de agora é possível combater Debilitas com a ajuda de Hewie.

Depois de resolver mais alguns quebra cabeças e passar por armadilhas, Fiona e Hewie tem um confronto final com Debilitas. Aqui é um dos momentos que influenciam o final do jogo. Derrotar o gigante apenas com itens e ataques do cachorro leva a um final, mas, para ter o melhor final é necessário jogar um lustre na cabeça dele.

Logo após o confronto Daniella aparece e diz que o jantar está servido. O manual do jogo diz que Fiona é inteligente, mas, eu meio que duvido disso já que ela decide comer e é claro é envenenada. A próxima cena do jogo é muito desconcertante em que Daniela tem um colapso mental, quebra a janela com a cabeça e diz que se tiver o Azoth de Fiona vai ser uma mulher completa.

A partir daqui a maid do inferno passa a perseguir e o cenário muda para uma espécie de mansão subaquática.

Daniella é um pouco mais esperta, mas, é mais frágil então toda vez que ela enche o saco é mais fácil de livrar dela no combate.

  Depois de correr e resolver charadas na mansão é hora do confronto final com Daniella e a solução é só uma: Estilhaçar a abóboda de vidro da sala e dar fim nela.

Pouco tempo depois é necessário lidar com Ricardo. O modus operandi é o mesmo correr dele e resolver puzzles. Mas, o cretino tem um péssimo hábito de atacar o cachorro quando não encontra Fiona.

Nesta parte do jogo a história volta a progredir: Ricardo revela que Ugo e Ayla Belli (os pais de Fiona) foram tirados da estrada por ele. E mais: que Ricardo e o pai de Fiona são clones de uma alquimista que se mantem vivo desde a idade média através de clonagem.  (mas e a memória? Sei lá: Magica! Ou melhor alquimia) O alquimista original se chamava Aurelius Belli. Ele trouxe Fiona ao castelo porque ela herdou o Azhoth de seu pai. O tal Azoth seria um componente para o elixir da vida eterna. (Que é uma das coisas que os alquimistas almejavam, junto com a pedra filosofal e a transmutação)

Depois de conseguir sair do castelo e chegar a uma floresta, Fiona é novamente nocauteada. Acorda sozinha em uma cela, mas, é salva por Hewie mais uma vez. Aqui na torre de agua é preciso escapar de Ricardo que não usa mais uma arma, mas, ficou invisível. Bem pelo menos Hewie ainda consegue detectá-lo.  Depois de mais alguns quebra-cabeças, inclusive o que eu acho o melhor do jogo, Fiona e Hewie lutam contra Ricardo no topo da torre e jogam ele de lá.

Depois de atravessar uma ponte a dupla chega a um novo casarão (que o jogo chama de casa da verdade) onde finalmente encontram Lorenzo. Mesmo esquema correr e resolver charadas. A última delas consiste em jogar o velho em um triturador. BRUTAL.

Mas, o jogo não acaba aqui. Por algum motivo que eu não entendi bem o Lorenzo volta revigorado e cheio de golpes apelativos. Eu nunca nem tentei derrotar ele. Depois de passar por mais enrolação com quebra cabeças (inclusive esse com cores) Fiona e Hewie tem mais uma luta com Lorenzo e jogam ele em um poço de lava.

No melhor estilo Capcom, o desgranhento simplesmente sobrevive a cair na lava. (Sobreviver a cair na lava deve ser comum no Japão) e faz perseguição final. Essa parte é bem legal, tem que se ficar esperto com os tremores se não se abaixar na hora certa Fiona é jogada no chão (bem ela tem experiencia com isso).

Depois de escapar Fiona e Hewie saem do castelo. No melhor final ainda há um encontro com Debilitas segurando um par de tesouras, mas, ele apenas cumprimenta Fiona e volta a cuidar do jardim.

Conclusão/ Pensamentos sobre.

 

Haunting Ground é um jogo com ótimos momentos de terror e vários personagens carismáticos. Mesmo sendo um jogo da Capcom, que geralmente aposta mais em horror explosivo, ele tem várias peças de terror psicológico e é sutil em como apresenta os temas.

Dá para entender a história praticamente toda apenas vendo as cenas e ignorando cartas e documentos que aparecem durante o jogo. Acabei lembrando de uma característica de survival horror que nunca pensei a de contar a história, ou partes dela por cartas e diários, é um gênero episcopal.

Eu não lembro de ter jogado algo em que a alquimia fosse um elemento tão presente na história. Acaba funcionando bem já que basta exagerar nas capacidades da proto-ciência.

O primeiro inimigo Debilitas é um antagonista simpático. Foi ele quem libertou Fiona da jaula e, as vezes, parece ter a mente a disposição de uma criança. E trata Fiona como uma de suas bonecas. Ele não é necessariamente cruel apenas mortalmente desajeitado.

Daniella é assustadora com seus movimentos robóticos e a sua frase de que quer se tornar completa. É de longe a inimiga que perturba mais, dando aquela sensação de insetos subindo pela nuca. E ela ter um orgasmo quando mata Fiona é a cereja de insanidade no bolo de loucura.

Ricardo e Lorenzo não são muito empolgantes, mas, a cena final de Lorenzo é ótima.

Fiona e Hewie são uma ótima dupla de protagonistas.  A interação entre ele me convenceu de que é genuína e eu me peguei várias vezes chingando quando algum inimigo batia no cachorro.

Fiona em si é uma personagem que eu não sei o que pensar. Primeiro eu achava que ela ia ser só uma protagonista sensual genérica. Nas entrevistas sobre o jogo, os produtores deixam claro que é intencional ela ser sensual. Mas, sempre que o jogo mostra algum personagem observando ela é sempre de uma maneira vil, nojenta ou no caso de Daniella: Completamente psicótica. “O jogo tenta criar uma dissonância-cognitiva, criando culpa no jogador por achar Fiona sensual” (Citar que isso é da Wiki).

Os sistemas de jogo são muito bons, a inteligência de Hewie e dos inimigos é ótima e as charadas e quebra cabeças são ótimos.

Eu vou deixar uma nota para HG, porque dar notas as coisas é divertido:

7.5 Eu recomendo!  Para todos os que gostam de Survival Horror`s antigos em que o personagem é mais fraco que os monstros que tem de enfrentar.

Muito obrigado por vir até aqui, assistir meu programa e escutar meus pensamentos. Boa noite e até a próxima.

 







sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Hauting Ground/ Outros sentimentos.

 

Estar indefeso na presença de um medo é apodrecer em vida. Uma doença que se embebe nos pulmões e laringe acima, se infiltra atrás dos olhos. Tortura distorcendo o mundo em um lugar em que todas as escolhas são erradas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Haunting Ground Sessão 2

 Andando pelo castelo, fiona encontra um telefone que toca ( claro que não faz chamada apenas recebe). E uma pessoa do outro lado da linha diz:

-Não confie em Ricardo. Ele... seu Azoth.

Claro, ela não tem a menor ideia do que é um Azoth ( e nem eu pra falar a verdade).

Ao explorar mais o castelo uma parte do piso cede e a coitada cai para um andar mais baixo se separando do cachorro. Nessa parte do jogo eu precisei resolver um quebra-cabeças legal em que se reflete a luz da lua para abrir uma porta. E tambem um quebra cabeças de empurrar blocos bem simples. Os dois juntos dão acesso a uma porta com o símbolo de Hermes. A mesma sala da acesso a uma escada em espiral onde se encontra a chave da porta em um altar para o deus hermes. Nisso, Debilitas aparece novamente e é necessario lutar com ele para sair da sala. Depois de acertar ele com o cachorro várias vezes ele morre( ou não tenho a impressão que ele vai voltar). 

Quando Fiona está para abrir a porta a maid aparece atrás dela e diz que o jantar esta pronto. depois de comer Fiona passa mal e deita e ai acontece uma cena super esquisita com a maid. Ela passa a mão sobre fiona adormecida e agarra a pélvis dele ( ali onde fica o útero)
Nesse momento eu saquei que ela é um homúnculo depois de pensar nos temas de alquimia que o jogo tem.

A Maid Homúnculo tem uma espécie de ataque e começa a tentar matar Fiona também.

Eu corri, passei pela porta com o símbolo de Hermes e por um corredor super esquisito que se enxe de agua depois de eu passar.

Essa parte do jogo foi mais animada em jogabilidade. A musica da homúnculo é muito boa.


Hauting Ground ( sessão 1)

 Hauting Ground  ( sessão 1)

0bservações.

O jogo é bem bonito.
 A protagonista é meio meh. Parece que ela tem o super-poder de cair. Ela acorda pelada numa jaula e acha uma roupa super sexy. Não tem como fugir: É uma protagonista super sexy com direito a física de peitos e tudo mais. 

O jogo abre com uma cena de um homem cortando carne e a câmera vai passando pela sala até chegar em uma mulher que esta presa dentro de uma jaula e enrolada em um lençol.

Depois de um tempo vagando pelo castelo ela encontra uma empregada (a que lhe da a roupa e) mas, que se comporta de uma maneira super estranha falando com um mestre (master ou senhor em português) que não esta em lugar nenhum. (Enquanto isso a câmera foca em um quadro).

Um pouco mai de andanças pelo castelo e ela encontra novamente o Homem grotesco. É uma mistura de quasímodo com agressor sexual. E ao mesmo tempo tem um que de inocente , como se ele quisesse brincar com Fiona. Direto do Vale da Estranheza. 

Voltando a exploração do castelo se chega a uma sala que há um lençol cobrindo uma boneca. Então uma voz vem do segundo andar da sala (de um balcão) e fala que Fiona vai ser dele e que ela logo vai estar linda igual a boneca. Fiona puxa o lençol e é uma escultura de madeira dela mesma, só que gravida. (agora é a cidade da estranheza)

Depois de sair da sala Fiona se emcontra novamente com Debilitas mas, outro pesonagem com roupas de monge chamado Ricardo espanta o gigante. Fiora tem uma dor de cabeça e uma lembrança de um acidente. Então ela desmaia.

 E acorda novamente no quarto onde encontrou a empregada. Da janela ela vê um cachorro amarrado em uma arvore e desce para solta-lo. O dog vai ser o companheiro pelo resto do jogo e se chama HUE!
[[Ele pode atacar inimigos, ajudar a resolver puzzles e ir a lugares que Fiona não consegue como lugares altos ou muito pequenos. Vc controla o cachorro com a alavanca direita do controle. Ele tem dois modos ataque ou exploração. No primeiro ele pode atacar agarrando assim o agressor, soltar do agressor, ficar junto de Fiona, ou guardar forças para um ataque mais poderoso. No modo exploração ele pode procurar itens, ficar esperando um lugar e avisa Fiona de armadilhas.]] 


Fiona tem lembrança de um acidente de carro com os pais. Provavelmente foi assim que ela foi parar ali.

Depois de explorar um tanto mais o castelo, ela encontra novamente com o...

Minhas lembranças estão confusas, acho que vou rejogar o inicio.
Nah, bastou olhar nas notas para ficar tudo direitinho.



quinta-feira, 20 de maio de 2021

Live A Live

 

Live A Live

“Os homens amam com pressa e detestam com calma” (Don Juan, (1819-24) canto 13, st. 4.)

“Poetas ruins imitam, poetas bons roubam”. (T.S. Eliot)1

 

Esses são os temas jogo dessa noite: Live A Live. Bem vindos ao Canal 3. Do distante ano de 1994. Um jogo ambicioso que apresenta 7 protagonistas com histórias dispares, mas, que são conectadas pelo antagonista Ódio: O rei dos Demônios. Esse jogo nunca foi lançado oficialmente no ocidente e muitas pessoas só puderam jogá-lo graças ao trabalho excelente de um grupo de fãs chamado Aeon Genesis.

O jogo conta com 7 mangakas diferentes para desenhar os protagonistas e teve a direção de Takashi Tokita que foi o diretor de Crono Trigger e Parasite Eve. A seguir as marcas de tempo para quem quiser pular para uma parte específica.

Arte e Gráficos

Dois estilos gráficos se completam: O primeiro mostra os personagens nos cenários e interagindo uns com os outros e que ele tem uma aparência muito próxima a de Final Fantasy onde os personagens com cabeças grandes e baixinhos. (O estilo conhecido como Chibi.). No segundo, que só é mostrado em combate, eles tem proporções corretas e as animações são mais chamativas e são gostosas de assistir. Eu não acho que esteja entre os mais bonitos do Super Nintendo, mas, não é tipo que ofende com a feiura.

Apesar dos personagens terem desenhistas diferentes eles foram adaptados aos gráficos do jogo e tem um Q de semelhança. Vou destacar meus dois preferidos: Yumi Tamura [Cube] que autora de 7 Seeds e Kazuhiko Shinamoto[Akira] em (responsável pelo mangá Kamen Rider ZO).

Música

 Como praticamente todos os jogos da Squaresoft dos nos 90 as músicas de Live a Live são ótimas. A trilha sonora foi composta por Yoko Shimomura, conhecida por ter trabalhado nas trilhas sonoras de Kingdom Hearts, Xenoblade, Parasite Eve e do meu preferido: Super Mario RPG. Os diversos cenários têm músicas que caem muito bem e apesar de eu adorar as músicas do cenário futuro distante (Que amplificam a sensação de solidão na nave), a minha preferida é o tema do Robô-gigante Buriki Daioh! Fique com 20 segundos dela:

Jogabilidade

O ciclo de jogo se divide em duas partes: Na primeira parte você explora os cenários de acordo com a história de cada capítulo. Em quatro capítulos: Harmonia (Flow), Contato (Contact), Nômade (Wandering) e Herança (Inheritance) a exploração se dá de maneira muito parecida com JRPGS tradicionais. O famoso ciclo: conheça personagens, ande pelas cidades, resolva problemas e enfrente chefes.

O capítulo ordens secretas depende de como o jogador quer o encarar: Como uma aventura de furtividade ala Metal Gear ou como um massacre em que o ninja implacável mata todos em seu caminho. (Ala Metal Gear Revegenance)

No capítulo “O mais forte” É composto apenas por 6 lutas e você escolhe seus adversários por uma tela que lembra jogos de luta.

E por falar em lutas como em todo JRPG Live a Live tem uma grande quantidade delas, então, vamos ao sistema de combate! Aqui os personagens se organizam em um tabuleiro em forma de grade e trocam sopapos de acordo com o alcance de seus golpes. Alguns personagens podem manipular o campo criando zonas elementais que causam danos aos inimigos e outros lutam com contragolpes e desarmes. Isso cria um sistema em que é possível através de uma estratégia bem pensada vencer inimigos com níveis muito mais altos que o do jogador.
   Para um certo personagem existe a opção de mandar a estratégia se danar e usar um revolver para matar todos os inimigos. Bem, funciona!

Os inimigos podem agir entre uma ação e outra de seu grupo então o comando de passar o turno serve para que você use sempre o personagem mais próximo dos inimigos. Isso encoraja o jogador a prestar atenção na formação e a não desperdiçar tempo andando pelo tabuleiro.

Uma coisa legal é que não é necessário usar uma magia especifica para ressuscitar os aliados que caem. Basta chegar perto e usar qualquer cura. (Wake me up inside)

 Após todos os combates os personagens recuperam vida, isso economiza tempo já que não é necessário abrir o menu para curar ou mesmo ressuscitar aquele personagem que sempre morre em combate.

Esses elementos formam um sistema de combate veloz e divertido que ajudam no ritmo do jogo.

Infelizmente não é um sistema muito equilibrado e certos personagens que têm funções parecidas são muito melhores que os outros. (Quem diria que uma saraivada de balas ia causar mais dano que um golpe de Katana =)

Outro problema com a jogabilidade é que em alguns momentos o jogo se torna obtuso e exigi do jogador doses colossais de paciência. Tudo bem que itens e lutas secretas serem difíceis de encontrar, mas, no capítulo final o jogo exagera incluindo aquelas coisas estupidas como ter que encontrar um caminho entre as arvores sem ver o personagem e colocar uma dungeon inteira que tem apenas um inimigo muito irritante. Não são elementos que deixam o jogo mais difícil, apenas mais demorado e vão contra os elementos de desenho de jogo estabelecidos no combate.

Afora esses tropeços a dificuldade do jogo é baixa o que pode deixá-lo um pouco entediante para quem gosta de um desafio(Como em Ressonance of Fate)  e sonolento prefere JRPG`s mais cruéis.  [SMT referência]

História

As histórias contadas em Live a Live tem vários temas e inspirações bem claras e a única coisa que as liga é o protagonista ODIO. Eu vou falar um pouco de cada uma delas e depois do capítulo final. Se você quiser experimentar o jogo por si mesmo, pare o vídeo agora.

Bem vamos lá:

A primeira história se chama Contato e conta as aventuras de Pogo um simpático homem das cavernas e seu amigo Gori (que por coincidência é um gorila). Aqui é tudo simples, depois de passar um tempo caçando você encontra uma mulher que fugiu da tribo rival porque ia ser sacrificada ao último tiranossauro vivo(O-D-O). Essa parte do jogo é experimental e aqui nenhum personagem fala, eles se comunicam apenas por sinais, linguagem corporal e murrros na cara. Eu achei a ideia boa e tem até uma mecânica própria do capítulo (apertando Y no controle Pogo cheira e adquiri dicas do ambiente). Acaba sendo uma história simples e que acaba de forma abrupta.

A segunda história é sobre um mestre de um estilo de kung-fu (Chamado Xin) que sente que seus dias estão chegando ao fim e decide que que precisa de um sucessor. Então ele acaba recrutando 3 ex-ladrões para serem seus alunos. O legal dessa história é que você decide qual vai ser o seu sucessor quando escolhe qual dos alunos vai treinar mais. Eu escolhi Li Kuugo para ser a sucessora quando joguei.

Claro, uma escola rival de kung-fu (comandada pelo terrível Odi Wang Lee) decide atacar seus alunos matando os mais fracos. Então, o mestre e seu aluno escolhido partem para a vingança. A história é baseada nos antigos filmes de Kung-fu de Hong Kong.

A terceira história se chama ordens secretas e é sobre um ninja prodígio chamado Oboro-Maru que recebe de seu clã a ordem de regatar Rioma Sakamo do castelo do senhor feudal Ode Iou. O antagonista quer que o Japão entre em uma guerra civil para se tornar Xogun. Essa história é meio rasa, mas, tem duas coisas legais sobre ela: A primeira é que Rioma Sakamoto é uma figura histórica real do Japão. Ele foi Samurai, participou de várias batalhas e da restauração Meiji um evento histórico essencial para o nascimento do Japão Imperial. (Ok, falei muito de história espero que ninguém tenha dormido)
   A segunda é que aqui o jogador pode escolher como executar a tarefa de 3 formas: Matando todos no castelo (difícil pra caramba pode preparar um guia) sem matar ninguém (também difícil pra caramba, recomendo um guia) e por último matando apenas quem se coloca no seu caminho.

A quarta história se chama “O mais forte” e é a única no jogo que eu achei péssima.  Masaru é um lutador que quer se tornar o mais forte de todos, então, ele sai batendo em outros lutadores e aprendendo suas técnicas para conseguir isso. Depois de vencer seus 6 oponentes e um maluco chamado Odie Oldbright (que adivinha só: matou os lutadores que ensinaram Masaru) o capítulo acaba. Masaru sequer aprende a dar um suplex decente. E ele também não é capaz de dar um suplex em um trem. Fracote.

Na quinta história (chamada Harmonia) as coisas voltam a ficar interessante, pois, aqui eu joguei joga com Akira, um adolescente  consegue ler a mentes e usar seus poderes telecinéticos para lutar. Ele tem como passatempo dar pancadas na gang de motoqueiros da cidade (os Cruzados). Com a ajuda de seus amigos ele desvenda uma conspiração envolvendo o governo, os cruzados e um culto. Os conspiradores raptavam pessoas e as sacrificavam para reviver um antigo deus chamado Odeo. O deus é revivido, mas, Akira consegue um robô Gigante para enfrentá-lo.
Eu resumi muito a história desse capítulo que é de longe a mais complexa e cheia de personagens. É uma mistura de Akira (o filme animado) com anime Mecha onde o protagonista usa um robô gigante para matar um deus. Se você tiver que jogar apenas uma história de Live a Live: Jogue essa!

A sexta história tem um nome magnifico: Coração Mecânico. É sobre um robô chamado Cube. Ele está a bordo de uma nave espacial (a Cogito Ergo Sum) voltando para a terra e foi construído pelo mecânico da nave: Kato. Depois de conhecer os tripulantes da nave (que estão hibernando durante a viagem espacial) Cube passa um tempo com eles. Mas, é claro que algo horrível tinha que acontecer: Várias falhas nos equipamentos da nave e a fuga de uma criatura que estava pressa no compartimento de carga mata a maioria dos tripulantes. Então Cube tem que salvar os tripulantes que restam e descobrir quem está fazendo isso. O culpado no final das contas é OD-10 o computador da nave, que é claro não vai se deixar ser desligado sem uma luta. Esse capítulo tem referencias claras a Alien e 20001 uma Odisseia no Espaço, mas, ele remixa a história como um mistério. É o meu segundo preferido. Eu acho essa a segunda melhor história do jogo.

E por último eu quero falar da história que eu não sei bem se gosto ou não. No capítulo chamado Nômade, eu joguei com um procurado durante os tempos do oeste selvagem conhecido como Sundown Kid. Claro, Sundown tem um rival que o prossegue pelo oeste chamado Mad Dog. Os dois chegam a uma cidadezinha chamada Sucess e depois de interagirem um pouco com os locais (e com uma criança bem chata) eles marcam um duelo. Ao invés de atirarem um no outro matam dois integrantes do Crazy Bunch um bando de malfeitores que assombra a cidade a mando de O.DIO. Os dois decidem deixar suas diferenças de lado para defender a cidade. Depois de acabarem com os bandidos eles tem uma luta final em que Sundown vence e sai cavalgando em direção ao pôr do sol. Eu deixei de fora os detalhes, mas, vou falar de algo que me incomodou nessa história: Pouco ande do capítulo acabar o passado de Sundown Kid é revelado: Ele teve sua vila inteira morta por bandidos e ele se culpa por isso. Então, ele colocou uma recompensa sobre a própria cabeças, ele continua matando as pessoas que vem atrás dele. Eu gosto bastante do cenário da história que é influenciada pelos 7 Samurais e por filmes de velho oeste, mas, isso eu não consegui a falta de sentido nas ações do Cowboy.

Depois de conhecer os 7 protagonistas o jogo tem dois capítulos o oitavo que conta que conta a história do Rei Demônio ODIO e o que liga todas as histórias.

O antigo reino de Lucretia foi assolado por um feiticeiro muito poderoso chamado ODIO, o de Rei dos Demônios. Ele foi derrotado por dois heróis lendários chamados Harsh e Uranus. Muitos anos depois o rei de Lucretia   está realizando um torneio para decidir quem vai se casar com a princesa do reino, Alicia, e se tornar o novo Rei. A luta final é entre dois amigos Oersted e Straybow. Oersted vence, mas, a princesa é raptada por um demônio voador o que indica que o Rei dos Demônios está de volta. Então Oersted e seu amigo Straybow se juntam com dois heróis (Harsh e Uranus) que derrotaram a antiga encarnação do rei demônio. Porém eles ao chegarem no covil do vilão eles são presos em uma armadilha que mata Straybow e Harsh. Então Oersted e Uranus voltam ao castelo para se recuperar. A noite o rei demônio aparece no castelo e Oersted o ataca, mas, era uma ilusão e ele acaba matando o rei. A sorte do cavaleiro só piora daqui pra frente porque ele e Uranus são presos, o monge não resiste a tortura, mas, consegue usar uma última mágica para libertar Oersted. Ele volta ao pico do Demônio e descobre uma câmara secreta onde encontra a princesa Alicia e seu amigo Straybow. Ele na verdade manipulou, se apossou do poder do Rei Demônio e raptou a princesa. Como todo bom vilão ele revelas seus motivos antes da batalha final: Straybow se cansou de viver a sombra do amigo famoso e talentoso e decidiu que essa vitória seria deles. Então eles lutam e Oersted mata seu amigo. A princesa Alicia aparece e fica chocada porque estava apaixonada por Straybow então, ela saca uma faca e se mata na frente do pobre Oersted. E essa é a gota d`agua o cavaleiro começa a amaldiçoar as pessoas e a estátua do rei demônio começa a brilhar indicando que existe um novo ODIO.   A história desse capítulo é diretamente inspirada por Final Fantasy e a relação de Straybow e Oersted é um reflexo da relação de Cecil e Kain de Final Fantasy IV.

No capítulo final todos os personagens são transportados para o reino de Lucretia e o jogo pede que você escolha o principal. Eu escolhi Sundown e depois tive que encontrar os outros e ir lutar contra Oersted/ODIO. Pelo que eu entendi o antigo Rei Demônios (antecessor de Oersted) conseguiu uma maneira de espalhar sua influência através do tempo, por isso, os antagonistas do jogo são todos ODIO. E sempre que uma pessoal sucumbe ao ódio da humanidade ela pode se tornar o próximo rei dos demônios. Depois de derrotar o vilão os protagonistas voltam para suas respectivas eras.

Pensamentos/ Conclusão

No geral eu gostei bastante da história do jogo porque apesar dos tropeços ela tem um ritmo muito bom (o que me lembra Crono Trigger e Parasite Eve) onde está sempre acontecendo algo muito importante e o que é chato acaba passando rápido. As histórias têm claras influências de gêneros do cinema e outros jogos, mas, todas são uma espécie de remix então acabam tendo uma personalidade própria. (Menos a de Masaru e sua falta de suplex)

A muitos anos eu tentei jogar esse jogo simpático pela primeira vez, mas, não cheguei até o fim, por isso fiquei com aquela sensação de negócios inacabados até que dessa vez consegui terminar. O jogo é uma bela experiencia vinda de tempo em que as grandes produtoras e estúdios ainda apostavam em novas ideias e conceitos experimentais.

Eu o recomendo para qualquer pessoa que goste de JRPG`s, mesmo os iniciantes. É uma bela experiencia que passa rápido e nenhum cenário exigi o famoso grind. Eu vou deixar uma nota para o jogo. Por quê? Por que dar notas para jogos é legal =)

E você veio até aqui, obrigado por escutar meus pensamentos boa noite e até a próxima.

 

 

 







1)https://quoteinvestigator.com/2013/03/06/artists-steal/
T.S.Eliot (Livre tradução, ou melhor: livre perversão)